Cibersegurança – Perspetivas multidisciplinares

cartaz

CYBER MULTI CARTAZ

 

4 de Janeiro de 2016 (todo o dia) Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Primeira Grande Conferência sobre «Cibersegurança» organizada pelo Centro de Investigação Jurídica do Ciberespaço / «Cyber Law Research Centre» da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Em pleno século XXI, o ciberespaço assume-se como o novo plano da acção. A sociedade, inebriada por esta novel revolução tecnológica, habitua-se, paulatinamente, a viver e a conviver com esta tecno-dependência. Mas, será que compreendemos, minimamente, o “ciberespaço”?

Quando pensamos em “Ciberespaço”, de imediato, por reação natural, focamos a nossa atenção no conceito de “segurança”. Ora, neste caso, a “segurança” que procuramos, adaptando-se ao meio tecnológico, revela-se em “Cibersegurança”.

Neste sentido, a I Conferência organizada pelo Centro de Investigação Jurídica do Ciberespaço –CIJIC– da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, subordinar-se-á ao tema: “Cibersegurança-perspetivas multidisciplinares”. Pretende-se desmistificar certos topoi, alguns pertinentes mas outros intrincados, procurando preencher, com uma abordagem multidisciplinar, esta preocupação humana da «Cibersegurança».

A Conferência, estrutura-se em 4 grandes temas. Começaremos por aclarar as políticas europeias de Cibersegurança. A Cibersegurança é o novo desafio federativo da União Europeia, entre a promessa de um iminente Mercado único digital europeu e a necessidade de uma resposta eficaz e comum às novas ciberameaças. Não obstante, essa reação não poderá negligenciar que o Ciberespaço é um conjunto cada vez mais alargado e eficiente de meios de comunicação de informação entre pessoas e instituições. O Homem é o ponto de partida e o destino da Cibersegurança, pelo que os seus instrumentos deverão guiar-se pelo respeito pelos direitos fundamentais, em especial as várias dimensões do direito à autodeterminação informacional, radicado no princípio da dignidade da pessoa humana.

Na segunda parte, porque o ciberespaço pode tornar-se particularmente invasivo e intrusivo, em especial as crianças e jovens se assumem como um grupo extremamente vulnerável quer às potencialidades quer aos perigos atinentes ao Ciberespaço, pensaremos em “Ciberespaço” e em “Cibersegurança” e nas formas de proteção dos menores. Por fim, para terminar, porque o Homem é um ser livre em toda a sua essência, procuraremos conjugar a Cibersegurança com algumas das naturais liberdades humanas.

Em suma, pelo contributo dos oradores convidados, tentaremos, em simultâneo, desmistificar alguns paradigmas, mas também, ajudar na construção evolutiva de um pensamento jurídico, tecnológico, sociológico, psicossociológico, mais conectado com o Ciberespaço e a sua segurança ciber.

 

Recepção do público Às 09H00,

Começaremos pelas intervenções iniciais na Sessão de Abertura , passo que, de seguida, trataremos dos seguintes 4 grandes temas:

A Sessão de Encerramento acontecerá por volta das 18H00.

Sendo um evento inteiramente livre ao público, carece de pré-inscrição aqui. No finaCYBER-MULTI-botaol será distribuído um certificado de participação.

 

3 Comments on "Cibersegurança – Perspetivas multidisciplinares"

  1. O CIJIC deve ser um apoio e uma base fundamental para consolidar numa ampla estratégia, discussões, conhecimentos e seminários numa tentativa fincada para que se desenvolvam mecanismos que sirvam os interesses no âmbito da proteção de dados dos cidadãos e do Estado Português. Como um Centro de Estudos deve procurar a cada passo uma estandardização conceptual para que todos estes interesses sejam salvaguardos no conjunto da crescente importância das tecnologias na nossa sociedade democrática. O debate e a conferência são projetos de vital importância para o desenvolvimento desta estrutura num país moderno e que se iguale ao já praticado noutros países da União Europeia.
    Um bem haja ao Cijic.

    • De facto, Ricardo, como bem nota, a estandardização de conceitos será um caminho que o Centro trilhará. A confusão de conceitos e da sua interpretação acentua, ainda mais, a vantagem do lado do ciberagressor. E, por exemplo, sem uma estandardização de conceitos, a necessidade de uma cooperação judicial e policial efectiva, torna-se ainda mais difícil de concretizar.
      Fique atento às novidades que traremos em breve.
      Estaremos sempre dispostos a encontrar soluções de futuro e para o futuro.
      Bem haja pelo seu comentário.

  2. Nuno Teixeira Castro efectivando o seu pensamento seria de todo um caminho interessante perspetivar esse árduo trilho de forma a poder constituirem-se meios efetivos para auxiliar e implementar os meios judiciais e policiais no combate aos ciberagressores. Nota-se a constante forma de terrorismo que se vai enraizando e movendo os seus tentáculos pelas redes sociais, alertando aos últimos acontecimentos de Paris, como simples exemplo. Cordial saudação

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